Comentários sobre: Modernices nos Países das Maravilhas https://fabiomadrigalbarreto1755875034000.0761196.meusitehostgator.com.br/2010/04/26/modernices-nos-paises-das-maravilhas/ Escritor, Roteirista e Comunicador Mon, 26 Apr 2010 13:37:32 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 Por: Fábio Matos https://fabiomadrigalbarreto1755875034000.0761196.meusitehostgator.com.br/2010/04/26/modernices-nos-paises-das-maravilhas/#comment-5826 Mon, 26 Apr 2010 13:37:32 +0000 http://www.soshollywood.com.br/?p=3227#comment-5826 Bons comentários charás! E esperava mais, muito mais da Alice de Tim Burton… típico filme desnecessário.

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Por: Fabio https://fabiomadrigalbarreto1755875034000.0761196.meusitehostgator.com.br/2010/04/26/modernices-nos-paises-das-maravilhas/#comment-5825 Mon, 26 Apr 2010 12:03:57 +0000 http://www.soshollywood.com.br/?p=3227#comment-5825 Não vejo problema em modernizar e atualizar determinados temas, o problema é reinventá-los sob a máscara da modernização e torná-los um produto sem identidade, apenas um nome fazendo essa ligação.
Alice nos cinemas, por exemplo, é uma continuação e uma reinvenção ao mesmo tempo, mas o maior problema é que ali nós temos “Alice, de Tim Burton” e não “Alice, de Carroll, adaptada por Tim Burton e Woolverton”. Fúria de Titãs, por exemplo, comete o pecado de não modernizar, mas reescrever uma história de séculos – onde Hades não dá o elmo a Perseu, mas o combate e liberta o Kraken, que seria o monstro marinho de Poseidon. Onde Perseu não se interessa, não casa e não ama Andrômeda, onde o Pégaso não nasceu da Medusa, onde o escudo não foi presente dos deuses, mas veio da casca de um escorpião. Isso é um atentado contra essas histórias, porque joga no lixo um legado que sobreviveu no boca a boca e na literatura por séculos e é enterrado pela indústria cultural, como Benjamin já previa há 70, 80 anos.
Para a geração atual, por exemplo, Perseu combateu Hades e nem deu bola para Andrômeda. Na era do visual, é o que fica, ainda mais para uma geração pouco afeita a leitura. Essa é a contribuição da nossa indústria “cultural” regida por dólares nos dias de hoje.

Belo tema para se debater Fábio.
Abraço

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